6 ano - prova de português com gabarito
Eram dois vizinhos, um rico e outro pobre, que viviam discutindo. O rico gostava de pregar peças no pobre. Um dia, o pobre foi à casa do rico propor um negócio. Queria que ele lhe arrendasse um pedaço de terra que servisse para a plantação de uma roça de milho. O rico imediatamente pensou num pedaço de terra que não valia coisa nenhuma, por onde nem formigas passavam. O negócio foi fechado.
O pobre voltou para sua casinha e foi com sua mulher ver a tal terra. Lá chegados, descobriram uma cumbuca (espécie de vaso).
— Chi, mulher, está cumbuca está cheia de moedas, venha ver!
— E de ouro! — disse a mulher. — Estamos feitos!
— Não — disse o marido, que era homem de muita honestidade. — A cumbuca não está na minha terra e,portanto, não me pertence. Meu dever é contar ao dono da propriedade.
— Bem — disse o dono da propriedade — nesse caso desmancho o negócio feito. Não posso arrendar terras que dão cumbucas de ouro.
O pobre voltou para sua casinha, e o rico foi correndo tomar posse da grande riqueza. Mas, quando chegou lá, só viu uma coisa: uma cumbuca cheia de vespas terríveis.
— Ahn! — exclamou.
— Aquele malandro quis trapacear comigo, mas vou pregar-lhe uma boa peça.
Botou a cumbuca de vespas num saco e encaminhou-se para a casinha do pobre.
— Ó compadre, feche a porta e deixe só meia janela aberta. Tenho um lindo presente para você.
O pobre fechou a porta, deixando só meia janela aberta. O rico, então, jogou lá dentro a cumbuca de vespas.
— Aí tem compadre, a cumbuca de moedas que você achou em minhas terras. Aproveite esse grande tesouro — e ficou rindo.
Mas assim que a cumbuca caiu no chão, as vespas se transformaram em moedas de ouro, que rolaram. Lá de fora o rico ouviu o barulhinho e desconfiou. E disse:
— Compadre, abra a porta, quero ver uma coisa.
Mas o pobre respondeu:
— Não caia nessa. Estou aqui que nem sei o que fazer com tantas vespas em cima. Não quero que elas ferrem o meu bom vizinho. Fuja, compadre!
E foi assim que o pobre ficou rico e o rico ficou ridículo.
Monteiro Lobato Histórias de Tia Nastácia. São Paulo: Brasiliense, 1995.
1. No período: Um dia, o pobre foi à casa do rico propor um negócio. A expressão Um dia pode ser substituída por
( X) Certo dia.( ) Era uma vez.
( ) Há um tempo distante.
( ) No século passado.
3. No conto os personagens que aparecem são:
( ) A mulher e os dois compadres.
( ) O compadre, a mulher e o fazendeiro.
( ) O marido, a mulher e o rico.
(X) O rico, o pobre e a mulher.
4. Assinale a opção (1) ao que se refere ao personagem pobre e (2) ao que se refere ao personagem rico.
( 1 ) “disse o marido, que era homem de muita honestidade”.
( 2 ) “disse o dono da propriedade”.
5. Uma das características principais dos contos é a passagem do tempo que é marcada pelos verbos no passado: pretérito imperfeito e pretérito perfeito. Escreva PI (PRETÉRITO IMPERFEITO) ou PP (PRETÉRITO PERFEITO) para os verbos abaixo:
(PI ) eram (PP ) foi (PP ) exclamou
( PI ) viviam ( PP) descobriram ( PP) fechou
( PI ) gostava (PP ) disse (PP ) jogou
( ) pensou (PP ) chegou ( PP) caiu
( PI ) passavam ( PP) viu ( PP ) transformaram
( ) rolaram ( PP ) ouviu (PP ) desconfiou
6. Um recurso que contribui para organizar as frases do texto são as conjunções. As conjunções são modalizadores que conectam as orações, ligando uma palavra a outra. Entre as conjunções há as adversativas (indicam oposição, contraste), que podem ser: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, que.
Leia os trechos do conto abaixo e a seguir reescreva as frases substituindo as conjunções “mas” por porém.
a) “O pobre voltou para sua casinha, e o rico foi correndo tomar posse da grande riqueza. Mas, quando chegou lá, (...)”
b) “Aquele malandro quis trapacear comigo, mas vou pregar-lhe uma boa peça.”
Em qual oração a substituição foi adequada. Explique.
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